pinto-te de branco numa tela em dia de nevoeiro
ninguém nos sabe
só a minha mão que sente a textura do quadro
com pudor de te imaginar a cores ou desalinhado
és a música que me ensinas em pecado e fantasia
um outro estar em terra alheia, uma confissão e uma pérola no caminho atormentado
domingo, 10 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
passei parte desta noite que me foi mais forte que a minha coragem de viver a moldar o teu perfil e a torná-lo parte dos meus olhos para que nunca mais a minha vida te seja um caderno em branco
quero-te mais do que palavras, quero o teu barro como terra solta nas solas doces dos meus pés
quero as histórias sussurradas ao ouvido antes da lua cheia
quero a lua cheia nas estradas desertas
e uma dança, só uma, na sintonia perfeita entre o meu sono e o teu acordar no outro canto do mundo
quero-te mais do que palavras, quero o teu barro como terra solta nas solas doces dos meus pés
quero as histórias sussurradas ao ouvido antes da lua cheia
quero a lua cheia nas estradas desertas
e uma dança, só uma, na sintonia perfeita entre o meu sono e o teu acordar no outro canto do mundo
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
deixo a mão no fogo só o tempo de a pele dizer sem medo que prefere os lençóis de cetim à vida e ao sangue a ferver dentro das veias
sou ainda indesistível
um monstro que cabe dentro de todas as paredes e de todas as verdades
tenho o amor como uma caixa fechada, um som claro de loiça partida e um chão sem toque de pó ou amargura
sou o quadro branco e a parede branca e a tinta em pó guardada sem melancolia numa caixa
preservo o arco poético que me protege das bombas e da guerra que não é minha
espero em frente à lareira e ao fogo quente
espero sem esperança que as estradas dancem mais uma vez noutra direcção
que as minhas mãos regressem ao meu corpo com a boa notícia de uma respiração que acorda só depois de todos os sinos terem cantado a alvorada
sou ainda indesistível
um monstro que cabe dentro de todas as paredes e de todas as verdades
tenho o amor como uma caixa fechada, um som claro de loiça partida e um chão sem toque de pó ou amargura
sou o quadro branco e a parede branca e a tinta em pó guardada sem melancolia numa caixa
preservo o arco poético que me protege das bombas e da guerra que não é minha
espero em frente à lareira e ao fogo quente
espero sem esperança que as estradas dancem mais uma vez noutra direcção
que as minhas mãos regressem ao meu corpo com a boa notícia de uma respiração que acorda só depois de todos os sinos terem cantado a alvorada
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Tenho o corpo retalhado entre as tuas mãos e o rio selvagem que corre na minha janela
sou um bailado quente a ecoar ao som de palavras e marionetas que cantam o fim como uma canção de amor
no final do dia invento uma cama sem pés e construo um palácio irreal de penas e algodão para deitar cada um dos teus silêncios e transformá-los em poema
tenho o corpo sem amarras e a alma à desgarrada e em êxtase
não sou a minha vontade, sou a paixão desajustada e desafinada em noites de chuva
sou pouco mais do que o mundo todo em pérola sem futuro ou esperança
sorriso tímido, a verdade fechada na palma da mão sem liberdade
prisioneira sem mágoa
melancolia e laivos tímidos de poesia
um outro dia sem mais que dizer do que o teu perfil a caminho de outra estrada
sou um bailado quente a ecoar ao som de palavras e marionetas que cantam o fim como uma canção de amor
no final do dia invento uma cama sem pés e construo um palácio irreal de penas e algodão para deitar cada um dos teus silêncios e transformá-los em poema
tenho o corpo sem amarras e a alma à desgarrada e em êxtase
não sou a minha vontade, sou a paixão desajustada e desafinada em noites de chuva
sou pouco mais do que o mundo todo em pérola sem futuro ou esperança
sorriso tímido, a verdade fechada na palma da mão sem liberdade
prisioneira sem mágoa
melancolia e laivos tímidos de poesia
um outro dia sem mais que dizer do que o teu perfil a caminho de outra estrada
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
tenho uma estátua de pedra no coração com o teu perfil enclausurado
uma angústia ténue, uma saudade e uma festa em alvoroço
um cheiro doce na almofada
um receio de existir mais, de não sentir, de ter a pele transparente em contra-luz
tenho o fim escrito como uma tatuagem nesta nova pele
o amor esquecido no armário de veludo das recordações
o sangue rendido a outros sítios que não esta solidão
música e uma vontade de cantar alto quando a voz hesita desmesuradamente
um equilíbrio sem corda
sem vento
sem dor
com o compasso dos dias desalinhado num desconcerto de Inverno
uma angústia ténue, uma saudade e uma festa em alvoroço
um cheiro doce na almofada
um receio de existir mais, de não sentir, de ter a pele transparente em contra-luz
tenho o fim escrito como uma tatuagem nesta nova pele
o amor esquecido no armário de veludo das recordações
o sangue rendido a outros sítios que não esta solidão
música e uma vontade de cantar alto quando a voz hesita desmesuradamente
um equilíbrio sem corda
sem vento
sem dor
com o compasso dos dias desalinhado num desconcerto de Inverno
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
tenho um arco-íris nos olhos
as mãos sujas de tinta
uma canção desafinada e doce dentro do coração
sei o sabor das bolas de sabão
da chuva quente
do amor
do amor
da paz e da dor perdida de ruas certas
sei a textura do chão e o húmido da roupa abandonada na marquise
sei a que sabe a amizade à flor da pele
conversas caídas em sacos costurados
a música distraída e depois a música de imaginação
o ter o corpo meu como pedra antiga
conhecer os sons novos como crianças tímidas
sei amar uma parede e um prego caído
uma manta uma almofada de veludo
uma canção desencantada no final de uma noite feliz
sem desiquilíbrio sei viver na corda que me molda os passos
sou mais eu nos cheiros da voz e da casa e dos dias tranquilos
sou o Amor dentro de uma preciosa caixa de madeira
em silêncio e contemplação
memórias em pó e estátuas na palma da tua mão
as mãos sujas de tinta
uma canção desafinada e doce dentro do coração
sei o sabor das bolas de sabão
da chuva quente
do amor
do amor
da paz e da dor perdida de ruas certas
sei a textura do chão e o húmido da roupa abandonada na marquise
sei a que sabe a amizade à flor da pele
conversas caídas em sacos costurados
a música distraída e depois a música de imaginação
o ter o corpo meu como pedra antiga
conhecer os sons novos como crianças tímidas
sei amar uma parede e um prego caído
uma manta uma almofada de veludo
uma canção desencantada no final de uma noite feliz
sem desiquilíbrio sei viver na corda que me molda os passos
sou mais eu nos cheiros da voz e da casa e dos dias tranquilos
sou o Amor dentro de uma preciosa caixa de madeira
em silêncio e contemplação
memórias em pó e estátuas na palma da tua mão
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
tenho vulcões na consciência
ruas desertas pintadas de fresco
cheiro a plástico rasgado e pó de armazéns
se começo de novo é porque me invado de nostalgia e horas ansiosas
sou um rascunho esbatido de um desenho final
livros de palavras desconhecidas e neutras que me suspiram nos ouvidos quando finalmente vem a solidão
aprendo a ler traço a traço e a cada respirar
ruas desertas pintadas de fresco
cheiro a plástico rasgado e pó de armazéns
se começo de novo é porque me invado de nostalgia e horas ansiosas
sou um rascunho esbatido de um desenho final
livros de palavras desconhecidas e neutras que me suspiram nos ouvidos quando finalmente vem a solidão
aprendo a ler traço a traço e a cada respirar
terça-feira, 3 de novembro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
em forma de adeus aos meus olhos cansados imito o grito de uma garça
som de libertação e reinventar de músicas antigas
amo-te em cascas de noz no mar em dia de tempestade
seguro-te e quase não te sei suster no limite da pele de cada um dos dedos que te abraça no canto que a neve não perdoa de atordoada
amo-te no limite de cada um dos meus nervos do som tremido da voz que sabe e se esqueceu como cantar
hesito entre o amor e um chocolate quente
entre a rede de fumo e a de troncos de árvore
canto-te ainda que sem melodia
moldo-te às minhas imperfeições, roubo-te desumanamente e desenho-te em tintas húmidas sem papel nem arco-íris
só terra e roupa suja no chão
cerveja quente
dias chuvosos e chinelos
vidros e restos de jornais
e depois a primavera
e o cantar já sem som
o sono calmo
a lentidão da vida a subir-nos pelas pernas no quotidiano mecânico
um papel esquecido na almofada
uma música que se dança e uma telefonia
um carro o sol e a chuva repentina
vinho branco e o abraço certo
um papagaio de papel tosco e sem forma
uma rede fria
um rio
o encadeamento certo de um dia vulgar
som de libertação e reinventar de músicas antigas
amo-te em cascas de noz no mar em dia de tempestade
seguro-te e quase não te sei suster no limite da pele de cada um dos dedos que te abraça no canto que a neve não perdoa de atordoada
amo-te no limite de cada um dos meus nervos do som tremido da voz que sabe e se esqueceu como cantar
hesito entre o amor e um chocolate quente
entre a rede de fumo e a de troncos de árvore
canto-te ainda que sem melodia
moldo-te às minhas imperfeições, roubo-te desumanamente e desenho-te em tintas húmidas sem papel nem arco-íris
só terra e roupa suja no chão
cerveja quente
dias chuvosos e chinelos
vidros e restos de jornais
e depois a primavera
e o cantar já sem som
o sono calmo
a lentidão da vida a subir-nos pelas pernas no quotidiano mecânico
um papel esquecido na almofada
uma música que se dança e uma telefonia
um carro o sol e a chuva repentina
vinho branco e o abraço certo
um papagaio de papel tosco e sem forma
uma rede fria
um rio
o encadeamento certo de um dia vulgar
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
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